Neste artigo, mostramos três propostas de atividades sobre Educação Financeira possíveis de o professor de Ensino Fundamental I, ou especialista em Matemática, problematizar em sala de aula e tratar sobre a importância da Educação Financeira para as pessoas e respectivas famílias. Nosso objetivo é mostrar como a mesma pode ser abordada em aulas de Matemática de Ensino Fundamental I e II sem utilização de cálculos pertinentes à Matemática Financeira. 

Observação: Essas atividades sobre Educação Financeira estão disponíveis no trabalho de pós-graduação intitulado TAREFAS DE EDUCAÇÃO FINANCEIRA PARA O 6º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL. 

Mas o que é Educação Financeira? 

Um processo de Educação Financeira visa desenvolver as habilidades e a confiança nas pessoas para que se tornem mais conscientes de riscos e oportunidades financeiras, além de poderem fazer escolhas conscientes e tomar medidas efetivas para melhorar seu bem-estar financeiro.

Portanto, a prática da Educação financeira vai além do aconselhamento financeiro sobre os diversos tipos de investimento ou até mesmo extrapola o fornecimento de informações sobre regras pertinentes à regulação do sistema financeiro, embora sejam essenciais para proteger o consumidor (por exemplo, contra fraude).

No que confere à Educação Básica, a construção da capacidade financeira, ou conscientização financeira, deve ser promovida de forma adequada desde os primeiros anos da idade escolar. Um programa de Educação Financeira, por exemplo, pode envolver aspectos como planejamento da vida financeira como poupança básica, gestão de dívidas pessoais e até promover em sala de aula noções de matemática financeira, bem como estimular a conscientização sobre previdência no Brasil.

Ainda com relação à previdência, seria mais efetivo favorecer a conscientização dos estudantes sobre as condições atuais dos aposentados no Brasil e sobre como eles próprios podem criar seus projetos de aposentadoria, do que simplesmente ensinar-lhes à bradarem gritos de ordem em relação à reforma do sistema previdenciário. Para tanto, mostramos no gráfico a seguir que situação dos aposentados no Brasil atualmente não é das melhores, segundo dados do IBGE:

Projetos de Capitalização

Por outro lado, mostramos no artigo “Educação Financeira para Todos”, que a formulação de projetos de aposentadoria (envolvendo longos prazos de capitalização) pode ser conseguido por meio de aplicações de pequenos valores por prazos longos. De forma resumida, naquele artigo contextualizamos o tema da seguinte forma:

“Imagine que a partir desse momento, sempre que você gastasse algum valor em, por exemplo, doces ou pizzas, também reservasse essa mesma quantia para ser depositada em uma conta poupança. Pensando nisso, mostramos a seguir que poupando, minimamente, pequenas quantias que gastamos frequentemente (com balas, doces lanches ou pizzas) como 150 reais, 210 reais ou 300 reais mensais por 10 anos, 20 anos ou 30 anos à taxa de 0,5% ao mês, é possível construir uma importante reserva financeira decorridos esses prazos:

Introduzindo os alunos à Educação Financeira 

O conjunto de tarefas  a seguir foram atividades sobre Educação Financeira aplicadas aos alunos de 6º ano do Ensino Fundamental que podem ser adaptadas ou aplicadas em outras turmas do Ensino Fundamental I por exemplo. Nesse sentido, é interessante que os professores utilizem as tarefas aqui explicitadas somente como espinha dorsal daquelas que ele próprio produzirá e aplicará observando sua realidade em sala de aula. 

Observação: No que se refere aos blocos de conteúdos, estão associados às tarefas: Conhecimento social do número na tarefa, bem como adições, subtrações e multiplicações com números naturais ou decimais nas tarefa 2 e 3.

Tarefa 1: O que é dinheiro? Para que serve? Como consegui-lo?

Os objetivos nessa tarefa são a investigação e avaliação diagnóstica sobre o que os estudantes entendem por dinheiro, como obtê-lo e para o que serve. Para sua aplicação, o professor pode dividir os alunos em duplas, para possível discussão entre os pares. Após os mesmos entregarem as respostas ao professor, é necessária uma discussão com os membros da sala sobre os resultados. 

Tarefa 2: Fazendo o próprio orçamento

Nessa tarefa, os objetivos são estimular a produção de significados dos estudantes sobre orçamento pessoal, cortes de despesas e planejamento para o uso do dinheiro.

Na aplicação dessa atividade, em se tratando de alunos que em sua maioria não possuem mesada, convém o professor fornecer um valor de mesada fixo para todos alunos e, a seguir, estimulá-los a construir um orçamento com possíveis gastos que teriam semanalmente. A intenção é de que posteriormente pesquisem os preços para verificarem se seus gastos estão dentro do valor recebido.

Nessa tarefa, assim como um adulto que possuem remuneração fixa (salário) e que precisa enquadrar seus gastos sob essa renda mensal, as crianças também podem planejar como devem gastar o dinheiro que recebem de uma possível mesada.

Tarefa 3: Orçamento familiar

Nessa tarefa, o objetivo é estimular a produção de significados para receitas, despesas, despesas extras, reserva orçamentária e orçamento familiar.

Aqui, convém o professor discutir previamente o significado do orçamento familiar, bem como discutir com os alunos se seus pais fazem tal orçamento. Como estratégia, talvez fosse interessante mostrar uma pequena planilha com gastos fixos mensais de uma família fictícia como a que mostramos a seguir:

Observação: Acesse o trabalho completo referente à aplicação dessas tarefas clicando no link para a dissertação TAREFAS DE EDUCAÇÃO FINANCEIRA PARA O 6º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL.

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